Estudo Bíblico - Primeira Carta de São João - Capítulos 1 e 2 - Partilha

Seguindo o método que combinamos, indicamos baixo as Promessas e Ordens de Deus, bom como os Princípios Eternos, com textos transcritos da Bíblia (Edição Ave-Maria). 

As frases sublinhadas são as contribuições dos Membros do Grupo (comentários). Na medida em que recebermos novos comentários iremos atualizando estas páginas.

1) Promessas de Deus.

  • (1 João 1, 7). "Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado". 
  • Que promessa maravilhosa! Se andamos na luz, como Jesus o fez, o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado.

  • (1 Jo 2,1) "Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo". 
  • Deus nos ama e espera que não pequemos, por que sabe que isso é o melhor para nós. Como nos disse o Pe. Joãozinho: Santidade e Felicidade se complementam. Mas, se pecarmos, não devemos desanimar: temos um poderoso intercessor perante o Pai: Jesus.

  • (1 Jo 2, 25) "Eis a promessa que ele nos fez: a vida eterna". 
  • A vida eterna é uma PROMESSA de Deus. Podemos acreditar que somos eternos! Nossa vida jamais terá um fim. E, se permanecermos fiéis, a vida eterna será junto de Deus. 

2) Ordens de Deus.

  • (1 Jo 2, 15) Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai.
  • São duas ordens bem claras. 1) Não amar o mundo. 2) Não amar as coisas do mundo.  
  • (1 Jo 2, 27-28) Permanecei nele, como ela vos ensinou. E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando aparecer, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele, na sua vinda.
  • Permanecer em Deus. Essa é uma das caraterísticas dos escritos de São João: o convite para "permanecer" em Jesus e com Jesus. E João, mais do que ninguém, pode fazer esta exortação: ele permaneceu com Jesus até o fim. É o únicos dos Apóstolos que esteva com Jesus até a sua Santa Morte na cruz.

3) Princípios Eternos.

  • (1 Jo 1,2 e 3) A vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -,  o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo.
  • Jesus é a Vida. Jesus é a "manifestação" do Pai. A vinde de Jesus entre nós, tornando-se um de nós, é o maior recado de amor que Deus nos enviou.
  • (1 Jo 1,5) "Deus é Luz e nele não há treva alguma". 
  • Em Deus não há falhas, não há trevas, não há imperfeições. 

  • (1 Jo 2,2) "Jesus é a vítima de expiação pelos nossos pecados. E não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo".
  • Jesus ofereceu-se a Si mesmo ao Pai, como "vítima" pelos nossos pecados. E não apenas dos católicos, ou dos cristãos, mas pelos pecados de todo o mundo. O desejo de Deus é que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade e Jesus já nos conquistou a graça da remissão dos pecados e da redenção. 

  • ( 1 Jo 1, 6) Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade. 
  • Quem se diz em comunhão com Cristo ("sou católico", "sou evangélico", "sou cristão") mas realiza as obras das trevas é um mentiroso. 

  • ( 1 Jo 1, 7 ) Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 
  • É o "sangue de Jesus", isto é a sua entrega por nós, como "vítima" pelos nossos pecados que purifica-nos do pecado. Não são as nossas "boas obras", a salvação é sempre um "dom", uma "graça" de Deus. Como aprendemos na "evangelização fundamental", não fazemos boas obras para "merecer" as bênçãos de Deus e a maior delas que a "comunhão eterna com Ele: praticamos as obras em agradecimento pela salvação que Ele já conquistou para nós. 


  • ( 1 Jo 1, 8) Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. 
  • ( 1 Jo 1, 9) Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade. 
  • ( 1 Jo 1, 10) Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós.

  • Todos somos pecadores. Todos precisamos da misericórdia de Deus. Claro que isso não deve ser motivo para nos "acomodarmos" na vida de pecado. "Sede santos" é uma ordem muito clara de Jesus. 

  • Reconhecer o pecado. Reconhecer que somos pecadores. E, como nos dirá Jesus em outra Palavra, confessar os nossos pecados, é condição para sermos perdoados e purificados.

  • (1 Jo 2, 10 -11) Quem ama seu irmão permanece na luz e não se expõe a tropeçar. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas, sem saber para onde dirige os passos; as trevas cegaram seus olhos.
  • Quem odeia o seu irmão é cego. O ódio cega. O ódio impede de ver com clareza o caminho a seguir.
  • Um princípio eterno correlato a este, que se pode intuir deste, é que o perdão liberta, sobretudo a quem perdoou.

  • (1 Jo 2, 16 - 17) Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente. 
  • A concupiscência da carne não procede do Pai, mas do mundo. 
  • A concupiscência dos olhos não procede do Pai, mas do mundo. 
  • A soberba da vida não procede do Pai, mas do mundo.  
  • O mundo passa com as suas concupiscências. 
  • Quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente. 

  • (1 Jo 2, 18-19) Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvistes dizer que o Anticristo vem. Eis que já há muitos anticristos, por isto conhecemos que é a última hora. Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos.
  • Muito importantes as orientações que o Apóstolo São João nos dá para reconhecermos quem são os anticristos.
  • O Anticristo já está no meio de nós.
  • Há muitos anticristos agindo no meio de nós e por isso sabemos (reconhecemos) que estamos vivendo na última hora.
  • Os anticristos estavam no nosso meio (a Igreja, a Comunidade) e saíram de nós. Estavam conosco, mas deixaram de estar conosco. Ou estavam entre nós mas não estavam em comunhão conosco.
  • Importa comparar estes versículos com 1 Jo 4, 2-3: "Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus; todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo". Ou seja: quem não reconhece que Jesus se "encarnou", que sempre existiu na condição de Deus e tornou-se um homem (um de nós), está se deixando influenciar pelo Anticristo.
  • Neste contexto, é inevitável lembrar que doutrinas como o "espiritismo" são algumas das manifestações dos anticristos. Podemos concluir isso porque sua doutrina nega a Divindade de Cristo. É muito diferente crer que Jesus é o Deus Conosco (Deus que se tornou um de nós) do que pensar que ele é apenas um Ser (espírito) bem mais perfeito que a maioria dos homens.   

  • (1 Jo 2, 22-24) Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai. Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, permanecereis também vós no Filho e no Pai. 
  • Como comentamos acima.
  • (1 Jo 2, 29) Se sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.
  • Todo aquele que pratica a justica é nascido de Deus. Isso nos deve levar a refletir o que é a justiça? Segundo o Apóstolo João, é algo muito mais importante e empenhativo que simplesmente "fazer coisas boas", ou "não fazer coisas más" como poderiam pensar alguns por não ter a mesmo visão de justiça que o Apóstolo.